Concessionários de Automóveis: A realidade após a Reabertura

O mercado automóvel está a enfrentar sérios desafios, no enquadramento da epidemia COVID19 em todo mundo. Desde logo pelo encerramento de fábricas e linhas de produção, dificuldades dos importadores que a nível nacional tiveram que recorrer ao layoff de muitos postos de trabalho e as Marcas que se enfrentaram com o encerramento das Concessões.

A Associação Automóvel de Portugal (ACAP) afirma que o setor automóvel é “um dos mais afetados”, registando quebras de 80% no mercado de ligeiros de passageiros, e exige plano de apoio do Estado.

A queda registada, segundo a mesma fonte, representa no mês de Abril, uma perda estimada de 30 milhões para o Estado, sem contar com as receitas de IVA.

A ACAP propõe as medidas de incentivo ao abate, que serão acompanhadas pelas marcas e que levarão à renovação da frota automóvel a preços mais atrativos para o Consumidor.

Ninguém estava preparado para a esta nova crise, em nada equiparável a 2012, e desde logo para esta Epidemia que tantos desafios representa: Desde logo a morte e a vida! Os fabricantes estão cheios com viaturas em stock, que representa um custo demasiado elevado. O setor já não conta com o escoamento através das empresas de rent-a-car, devido ao impato fulcral no Turismo desta epidemia, nem das empresas de Leasing, que apresentam a vantagem de não haver buy back face ao renting, e que devido à paragem de políticas de renovação de frotas das empresas, também estão a sofrer este impacto nas suas finanças. A política de preços e Campanhas específicas poderão ser aplicadas, mas no geral as marcas não irão anunciar e aplicar “Campanhas Bombásticas” que representariam um suícidio financeiro.

Neste contexto, perguntamos então às Equipas de Vendas de todas as Marcas a nível Nacional, qual o imapacto sentido na afluência de Consumidores Particulares para adquirirem uma viatura nova, após a sua reabertura. Estávamos curiosos, e note-se que se tratou de uma sondagem, não de um Estudo, o que significa que poderemos analisar tendências mas que não poderemos tirar conclusões. Segundo esta sondagem:

Das 74 respostas que recebemos, apenas 2% não observou nenhuma diferença face à atividade normal, mantendo o mesmo número de Visitantes Particulares ao Concessionário.

Colocada a questão da afluência de visitantes às Concessões após a abertura, houve 7 pessoas que não responderam, conduzindo o número de respostas para 67.

É notória a diminuição da afluência de Consumidores às Concessões. Nos últimos dias, na maior parte dos casos, entram 1 a 5 pessoas nas Concessões, o que diminui em muito a taxa de afluência de Consumidores particulares às Concessões.

O problema está detetado, quantificado por dados mensuráveis e confirmado por tendências, questionáveis, mas que demonstram a realidade de cada Concessão.

Dicas e Conselhos? Não há fórmulas mágicas mas não perca a próxima publicação, onde publicaremos as nossas sugestões e opinião de diversas questões levantadas nesta publicação. Porque juntos seremos mais fortes!!

Rita Araújo

2 opiniões sobre “Concessionários de Automóveis: A realidade após a Reabertura

  1. Toda esta “nova normalidade” tem um período de adaptação, a forma como chegamos aos potenciais clientes assim como esses potenciais clientes chegam a nós, trás um desafio imenso de como comunicar, não só porque cada vez mais as novas tecnologias de comunicação passaram a ter um peso maior e com um aumento nessas comunicações abrupto onde praticamente 90% desses potenciais clientes utilizam essas ferramentas, como também a própria comunicação física e pessoalmente sofreu alterações significativas. O facto de estarmos com máscara, a uma distraia considerável e com o receio de contágio de parte a parte, faz muita diferença… A aquisição de um carro, principalmente a nível particular, tem um peso emocional muito maior que racional, e sem a empatia que muitas vezes é conseguida pela proximidade e confiança, que convinhamos, de máscara é difícil, é efetivamente desafiante. Talvez não baste comunicar ao potencial cliente que estamos “cá” é necessário criar novas formas de comunicar, de credibilizar e incentivar a alterar como comunicamos. Há um longo caminho nesse campo, mas já começamos a caminha-lo.

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    1. Sem dúvida que o seu comentário levanta questões deveras importantes. Desde logo o alinhamento e cooperação que terá de se promover e em muitos casos criar novos procedimentos internos entre Marketing e Vendas. Por outro, o lado emocional e apaixonante da compra de uma viatura nova, e que os profissionais da área o transmitem, que face ás novas condições de comunicação resfriam. Não perca a nossa próxima publicação, que já estamos a preparar para publicar na próxima semana, como resposta a estas e outras questões. Não há fórmulas mágicas, mas não nos esqueçamos de todos os desafios ao longo de décadas para a maioria das marcas, que foram superados com sucesso! Temos a certeza que este será mais um. Muito obrigado pela sua partilha de ideias e sua publicação, que a todos enriquecem.

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